Presidente do TRT pede intervenção dos ministérios públicos Federal e do Trabalho para o fim da greve

Presidente do TRT pede intervenção dos ministérios públicos Federal e do Trabalho para o fim da greve

A presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargadora Eleonora Saunier Gonçalves, já pediu a intervenção dos ministérios públicos Federal (MPF-AM) e do Trabalho (MPT-AM) para dar uma solução imediata à greve dos rodoviários, em Manaus, que paralisa o transporte público há sete dias, com graves consequências à ordem pública e econômica da cidade. “A preocupação de todas as instituições é o restabelecimento da ordem e a preocupação do TRT vai além, inclusive, do que pode nos processos”, disse a presidente ao prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, durante visita na manhã desta segunda-feira, 4/6.

O encontro do prefeito com a presidente do TRT se deu em meio de uma manhã tumultuada e o objetivo da conversa foi estabelecer pontos de convergência para resgatar o interesse público. “A presidente é muito sensata, muito firme em suas convicções e nós todos partilhamos desse desejo de ver Manaus pacificada e em ritmo de normalidade, com respeito ao direito de ir e vir das pessoas. Essa situação está passando de todo e qualquer limite”, afirmou o prefeito, após uma extensa conversa com a desembargadora.

Além de majorar a multa prevista de R$ 30 mil, por hora, para R$ 200 mil, por hora de paralisação ao Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), a magistrada também aplica multa de R$ 90 mil pelo descumprimento inicial da decisão liminar proferida, determinando, ainda, a execução provisória, com bloqueio da quantia nas contas do sindicato.

Ainda segundo a presidente do TRT, a greve é ilegal e abusiva e todos os esforços estão sendo feitos pelas instituições no sentido de por fim aos desacatos. Ela espera que, durante o dia de hoje, haja uma solução permanente. “No correr deste dia estaremos em contanto com os dois ministérios públicos para encontrar uma solução que seja viável, que seja jurídica e que seja competente para o encaminhamento dessa paz”, afirmou a desembargadora. “A intervenção dos dois ministérios públicos é muito importante, porque a intervenção do TRT também tem limites”, finalizou Eleonora.

A visita do prefeito à presidente do TRT foi uma das muitas atividades realizadas por ele na manhã desta segunda-feira. Desde às 5h, ele iniciou uma agenda de entrevistas a importantes canais de comunicação da cidade, reunião com Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e monitoramento dos vários focos de distúrbios provocados pela greve dos rodoviários, que afetam sistematicamente a população da cidade, impedida de seu direito de ir e vir.  Ainda no último fim de semana, o prefeito falou ao telefone com o governador Amazonino Mendes e esteve com o governador em exercício, desembargador Flávio Pascarelli, que também garantiram total apoio da Polícia Militar e da estrutura estadual às medidas para solucionar a crise no transporte coletivo de Manaus.

Vandalismo – Na manhã desta segunda-feira, a cidade viveu momentos de caos, principalmente na zona Leste da cidade. O sétimo dia da greve dos rodoviários em Manaus deixou não apenas a população sem ônibus, como também causou medo, tensão e correria. Um cenário de guerra foi criado na região entre o Terminal 4, na avenida Camapuã, e a rotatória do Produtor, na av. Autaz Mirim.

Pela manhã, apesar da Justiça conceder liminar determinando que 75% da frota circulasse, sob a pena de multa de R$ 1 mil por hora em caso de interrupção, os rodoviários deixaram as garagens de ônibus, porém paralisaram nos terminais. Pelo menos cinco terminais foram afetados.

Populares se revoltaram com a paralisação dos rodoviários

Revoltados com a falta de transporte público, passageiros apedrejaram pelo menos cinco veículos no Terminal 4, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Eles também incendiaram mais três coletivos e ainda destruíram gradis de proteção do T4.

Sinetram afirma que 61 ônibus foram apedrejados

A Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada e respondeu com spray de pimenta e balas de efeito moral nos locais de maior concentração, nas avenidas Autaz Mirim e Camapuã.

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