Rodoviários descumprem decisão judicial, não aceitam propostas e greve continua  

Rodoviários descumprem decisão judicial, não aceitam propostas e greve continua  

Após quase cinco horas de reunião na tarde desta sexta-feira, 01/06, entre representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), Prefeitura de Manaus e o Ministério Público do Trabalho (MPT) com diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), não houve acordo e a greve dos rodoviários deve prosseguir. O encontro foi na sede do MPT, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Ao deixar a sala de reuniões, Givancir Oliveira, presidente do STTRM, disse que conversaria com a categoria ainda nesta sexta-feira. “A greve segue hoje. Assim que sair daqui, vou para as garagens me reunir com a classe e repassar a proposta do Sinetram. Se aceitarem, nós paramos. Senão, a greve segue”, avisou Givancir.

Segundo ele, caso a classe não aceite a contraproposta do Sinetram de 1,69% de reajuste referente ao dissídio do ano 2018/2019, apenas 30% da frota de ônibus vai às ruas neste sábado (2).

Sobre a multa acumulada de R$ 200 mil por cada hora de paralisação e com um mandado de prisão, Givancir afirma que “aceita se os empresários também aceitarem”. Ele alega que as empresas não recolhem INSS há cinco anos.

Representantes do município – O procurador-geral do município, Rafael Albuquerque, que também participou da reunião, informou que Prefeitura de Manaus entrou com uma demanda policial contra o sindicato dos rodoviários por não cumprir a lei e seguir com a ameaça de 100% de paralisação.  “Acionamos a Polícia Militar para que a situação seja contida. As decisões da Justiça do Amazonas têm sido deliberadamente ilegais”.

Para o prefeito Arthur Neto, segundo o procurador-geral, para que se chegue à resolução do imbróglio, é necessária a sensibilidade de ambas as partes (STTRM e Sinetram) para que os cidadãos não sejam ainda mais afetados.

“Estamos procurando todos os meios, durante todas as 19 horas que já temos de negociação (ao todo) para que isso chegue ao fim. Verificaremos até a última instância o que pode ser feito para contornar a situação”, declarou Rafael.

Sinetram – O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, disse que não é possível chegar a um acordo com o sindicato dos rodoviários porque as “demandas são absurdas”.

“O que eles pedem foge totalmente da realidade. E não vamos negociar sob pressão, com a cidade como refém. É uma demanda descabida a deles”, declarou Borges.

Centro parado – Na manhã desta sexta-feira, ônibus de várias empresas do transporte coletivo de Manaus paralisaram no Terminal 1, na avenida Constantino Nery, na Zona Sul. Apesar dos motoristas embarcarem os passageiros nos bairros com destino ao Centro, ao chegarem no T1, principal terminal de integração à região central da cidade, pararam, obrigando todos os usuários do transporte a descerem dos coletivos e seguirem viagem a pé.

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