Sem acordo, prefeito determina 24 horas para entendimento ou multa ao Sinetram e Rodoviários

Sem acordo, prefeito determina 24 horas para entendimento ou multa ao Sinetram e Rodoviários

Após reunião nesta terça-feira, 29/5, e diante do impasse entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), o prefeito Arthur Virgílio Neto determinou que, em 24 horas, as categorias firmem acordo e ponham fim à paralisação no Sistema de Transporte Coletivo, sob pena de multa a ambas as entidades.

“A Procuradoria Geral do Município vai entrar com uma ação junto à Justiça do Trabalho, para pedir multa rigorosa para ambas as partes. E para terminarmos de vez com esse imbróglio, vamos agir agora contra ambos os sindicatos e será assim daqui em diante”, afirmou o prefeito.

A reunião também contou com a participação do vice-prefeito, Marcos Rotta; do procurador geral do Município (PGM), Rafael Albuquerque; do superintendente municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Franklides Ribeiro; o presidente Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus, Fábio Alho; entre outros secretários municipais e representantes jurídicos das partes envolvidas.

Ainda segundo Arthur Neto, os rodoviários deram a ele a garantia de que 70% da frota irá para as ruas durante toda a quarta-feira, 30, o mínimo suficiente para que a população não tenha maiores prejuízos. O Sindicato dos Rodoviários não abre mão de um valor retroativo de R$13 milhões e pedem um reajuste de 7,5%, com possibilidade de rever o valor percentual. Já os empresários, que durante a reunião deixaram a mesa de negociação, oferecem 6,5%.

O advogado dos rodoviários, Orlando Botelho, reafirmou o compromisso e explicou o que está sendo reivindicado junto ao Sinetram. “A vontade de entrar em um acordo, por parte dos trabalhadores, existe há mais de 60 dias e, hoje, por meio da boa vontade da prefeitura, que vem ajudando, tentamos fazer a resolução dessa questão salarial”, disse Orlando.

Texto: Ulysses Marcondes / Semcom

Foto: Mário Oliveira / Semcom

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